Raiva Humana pode matar? Entenda os sintomas, transmissão e riscos em 2026.

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 A Raiva Ainda é Preocupante em 2026?  Vírus da Raiva em Microscopia eletrônica. Diante das mudanças climáticas e do cenário global principalmente após o início da segunda década do século XXI, as zoonoses vem assombrando a população, sendo algumas delas cepas de variações daquelas que já estavam aparentemente controlada, enquanto outras pareciam coisa do passado, mesmo que de forma esporádica quando reaparecem em casos mais isolados e limitados em certas áreas, faz relembrar ao ser humano, que todo cuidado pode ser pouco mesmo diante da correria do dia-a-dia, e uma dessas que vamos relembrar um pouco hoje é a Raiva .   Palavras-Chave:  raiva humana 2026; transmissão da raiva humana; raiva transmitida por morcegos; sintomas da raiva humana; como prevenir raiva humana; vacina antirrábica humana; raiva em morcegos no brasil; raiva zoonose; raiva doença mortal; profilaxia antirrábica; Aviso Importante Este conteúdo possui finalidade informativa e educacional. Em ca...

Mormo (Burkholderia Mallei): A degeneração em Forma de Crueldade nos Equinos!

 
Mormo em Equinos: Sintomas, Diagnóstico e Risco de Zoonose
O mormo é uma zoonose grave que afeta equinos e pode ser transmitida ao ser humano, exigindo diagnóstico e controle rigoroso.

Mormo em Equinos: O Que é, Sintomas, Transmissão e Controle no Brasil

O Brasil segue empenhado na prevenção de entrada, controle, tratamento ou erradicação de doenças sanitárias sejam elas de notificações obrigatórias ou não, e por isso hoje aqui no Zoonótico vamos apresentar um pouco sobre Mormo, que é de conhecimento geral de quem é da área de medicina veterinária, zootecnia e agronegócio em geral, mas que muitos agentes de saúde pública não tem conhecimento ou se quer nunca ouviram falar. 

 Uma zoonose transmitida por equinos, as vezes parece inofensiva, mas não o quanto parece. Abaixo vamos detrinchar um pouco sobre a doença de Mormo (Burkholderia mallei ) que requer até profissionais habilitados que atuam de maneira privada em muitos casos para poder ser diagnosticada, e ajudar no Programa Nacional de Sanidade Equídea (PNSE) além diferencial dessa categoria que é o trânsito de animais vivos, e você vai entender mais sobre isso a partir de agora. Antes só um aviso: 

Muito Importante:

 Caso você não saiba o que são Zoonoses ou em quantos e como são classificados os  seus tipos, também sobre Defesa Sanitária Animal e Saúde Pública Veterinária, para isso vamos deixar alguns links da nossa página logo para você ficar mais inteirado sobre os assuntos que tratamos aqui.

Clique aqui para descobrir => Zoonoses by Zoonótico.

Ou para saber sobre Defesa Sanitária Animal clique aqui => Defesa Sanitária Animal by Zoonótico

E para saber Sobre Saúde Pública Veterinária clique aqui => Saúde Pública Veterinária by Zoonótico

Siglas: 

  • CDC (Centro de Controle de Doenças);
  • MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento;
  • SDA (Secretaria de Defesa Agropecuária);
  • AIE (Anemia Infecciosa Equina);
  • PNSE (Programa Nacional de Sanidade Equídea);

Palavras-Chave: 

  • o que é mormo doença equina;
  • mormo em equinos tem cura;
  • mormo zoonose pode passar para humanos?;
  • como diagnosticar mormo em equinos;
  • quais são os sintomas do mormo em equinos?;
  • mormo tem tratamento?;
  • mormo em equinos legislação brasil.

 Conceito histórico 

Conhecida muitas vezes por: catarro de burro, lamparão, garrotilho atípico, cancro nasal (Ribeiro 2016), devido a sua gravidade de causar debilitação crônica, pneumonia severa, a zoonose também impacta com prejuízos econômicos nas propriedades rurais, o que dificulta as barreiras sanitárias podendo se extender em todo território nacional, através do trânsito de animais vivos. 

O Mormo além dos equídeos também pode acometer outras espécies como: 

  • Ovinos;
  • Caprinos;
  • Cães;
  • Gatos.

 Entretanto, bovinos e suínos são os mais resistentes a enfermidade consideravelmente, enquanto os equídeos (muares, asininos e muares) são os mais susceptíveis à doença clínica, enquanto os humanos tem o contágio de forma acidental pode-se dizer através do contato, inalação, feridas na pele, carreadas em fômites (roupas, sapatos), ou ingestão de alimentos contaminados. 

 Comportamento, Transmissão e Medidas de Controle

 Um dos problemas sobre essa enfermidade é que assim como outras como a AIE (Anemia Infecciosa Equina) a ausência dos sintomas em animais infectados dificulta o diagnóstico, o controle e como em um efeito dominó é só ladeira abaixo, fazendo com que sejam considerados fontes de disseminação da doença. 

 A doença tem sua forma aguda e clássica de sintomatologia e ambas não boas, uma vez que a forma aguda leva a morte do animal em poucos dias ou no máximo ou semanas, enquanto a forma crônica leve, vai debilitando, ou seja, judiando do animal em relação a sua locomoção definhando aos poucos até seu óbito. 

 Mas, em relação aos sintomas, vamos listar de uma maneira genérica para que fique um pouco mais claro. Vamos começar pela forma aguda, e são eles: tosse, febre, e presença de secreção nasal purulenta (sendo mais presente essa forma nos muares), enquanto a forma crônica se faz presente com três tipos principais: nasal (catarro purulento), pulmonar (dificuldade respiratória curta e rápida com pouca oxigenação na forma lobar e pleurite fibrinosa), e cutânea (abcessos subcutâneos e úlceras secundárias e adenopatia). 

 Nos humanos, a dificuldade respiratória se faz presente, e se não for tratado com os antimicrobianos e antibióticos corretos pode evoluir para morte. O tratamento pode levar meses. Já os animais acometidos e comprovados em testes laboratoriais são sacrificados, medida istituída pela portaria Instrução Normativa nº 6, 16/01/2018.

 A forma microbiológica e suas características

 As suas caraterísticas microbiológicas são tão impressionantes que você irá entender o porque de ela ser tão perigosa. O fato dela infectar com mais facilidade pessoas que tem o sistema imune mais debilitado como quem tem diabetes por exemplo. 

 Agora sim, vamos as suas características microbiológicas das bactérias do gênero Burkholderia:

  • + de 60 espécies pertencentes;
  • vivem na água e no solo;
  • acomete animais, humanos e vegetais;
  • B. Mallei, B. Pseudomallei, são considerados categoria B pelo CDC (Centro de Controle de Doenças) EUA no que diz a bioterrorismo;
  • Bastonetes Gram negativos com 0,5 μm de largura e de comprimento variável;
  • Podem ser vistos de forma isolada, em pares de feixe, ou de forma paliçada;
  • Lipopolissacarídeo e proteico;
  • B. mallei não produz flagelo (diferencia do B. pseudomallei);
  • O LPS transfere para fase CD14 no sangue que se liga a proteína -4 que nos receptores Toll Like fazem com que soltem citocinas pré-inflamatória e quimiocina;
  • B.Mallei possui pili do tipo IV e sistema de secreção do tipo III;
  • B.Mallei não se multiplica em ágar MacConkey, mas cresce nesse ágar de forma variável;
  • As colônias variam de mucosas á rugosas;
  • Colônias não hemolíticas se desenvolvem em 37º C;
  • B.mallei é aeróbica, imóvel, oxidase variável, catalase positiva, resistente á polimixina B, reduz nitrato, não forma gás, hidrólise de uréia, glicose oxida em reação por oxidação;
  • Resistente em ambientes úmidos, escuros e frios;
  • B.Mallei é capaz de se multiplicar no citosol de macrófagos; 
  • O teste de Elisa é o definitivo estipulado pela Portaria SDA n° 35, de 17/04/2018 - mormo;
  • Western Blotting - Immunoblotting são testes complementares;
  • Teste de maleína interpaprebal em equinos de 6 meses de idade mediante a autorização do MAPA.

 Em algumas literaturas, ao decorrer dos tempos essa bactéria já foi denominada: Pseudomonas mallei, Bacillus mallei, Actinobacillus mallei, Acinetobacter mallei, Malleomyces mallei.

 Observação: 

 Além das legislações e profissionais habilitados, as Agências de Defesa Agropecuária de cada estado devem estar presente durante a coleta do material pra diagnóstico e nas etapas de elaboração de defesa sanitária e protocolos sanitários que envolvem a emergência.

 Aviso Importante

 Este conteúdo tem caráter informativo.
Em caso de suspeita de doenças, procure um profissional de saúde ou um médico veterinário.

Sugestões de Links Internos para leitura

 Leia também no Zoonótico:


Fontes: 

Microbiologia Veterinária 3ª edição D.Scott McVey, Melissa Kennedy, M.M. Chengappa

Microbiologia 10ª edição Tortora, Funke, e Case;

Portaria SDA n° 35, de 17/04/2018 - mormo;

MAPA.

Instrução Normativa nº 6, 16/01/2018.










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