Raiva Humana pode matar? Entenda os sintomas, transmissão e riscos em 2026.
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| O mormo é uma zoonose grave que afeta equinos e pode ser transmitida ao ser humano, exigindo diagnóstico e controle rigoroso. |
O Brasil segue empenhado na prevenção de entrada, controle, tratamento ou erradicação de doenças sanitárias sejam elas de notificações obrigatórias ou não, e por isso hoje aqui no Zoonótico vamos apresentar um pouco sobre Mormo, que é de conhecimento geral de quem é da área de medicina veterinária, zootecnia e agronegócio em geral, mas que muitos agentes de saúde pública não tem conhecimento ou se quer nunca ouviram falar.
Uma zoonose transmitida por equinos, as vezes parece inofensiva, mas não o quanto parece. Abaixo vamos detrinchar um pouco sobre a doença de Mormo (Burkholderia mallei ) que requer até profissionais habilitados que atuam de maneira privada em muitos casos para poder ser diagnosticada, e ajudar no Programa Nacional de Sanidade Equídea (PNSE) além diferencial dessa categoria que é o trânsito de animais vivos, e você vai entender mais sobre isso a partir de agora. Antes só um aviso:
Caso você não saiba o que são Zoonoses ou em quantos e como são classificados os seus tipos, também sobre Defesa Sanitária Animal e Saúde Pública Veterinária, para isso vamos deixar alguns links da nossa página logo para você ficar mais inteirado sobre os assuntos que tratamos aqui.
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Conhecida muitas vezes por: catarro de burro, lamparão, garrotilho atípico, cancro nasal (Ribeiro 2016), devido a sua gravidade de causar debilitação crônica, pneumonia severa, a zoonose também impacta com prejuízos econômicos nas propriedades rurais, o que dificulta as barreiras sanitárias podendo se extender em todo território nacional, através do trânsito de animais vivos.
O Mormo além dos equídeos também pode acometer outras espécies como:
Entretanto, bovinos e suínos são os mais resistentes a enfermidade consideravelmente, enquanto os equídeos (muares, asininos e muares) são os mais susceptíveis à doença clínica, enquanto os humanos tem o contágio de forma acidental pode-se dizer através do contato, inalação, feridas na pele, carreadas em fômites (roupas, sapatos), ou ingestão de alimentos contaminados.
Um dos problemas sobre essa enfermidade é que assim como outras como a AIE (Anemia Infecciosa Equina) a ausência dos sintomas em animais infectados dificulta o diagnóstico, o controle e como em um efeito dominó é só ladeira abaixo, fazendo com que sejam considerados fontes de disseminação da doença.
A doença tem sua forma aguda e clássica de sintomatologia e ambas não boas, uma vez que a forma aguda leva a morte do animal em poucos dias ou no máximo ou semanas, enquanto a forma crônica leve, vai debilitando, ou seja, judiando do animal em relação a sua locomoção definhando aos poucos até seu óbito.
Mas, em relação aos sintomas, vamos listar de uma maneira genérica para que fique um pouco mais claro. Vamos começar pela forma aguda, e são eles: tosse, febre, e presença de secreção nasal purulenta (sendo mais presente essa forma nos muares), enquanto a forma crônica se faz presente com três tipos principais: nasal (catarro purulento), pulmonar (dificuldade respiratória curta e rápida com pouca oxigenação na forma lobar e pleurite fibrinosa), e cutânea (abcessos subcutâneos e úlceras secundárias e adenopatia).
Nos humanos, a dificuldade respiratória se faz presente, e se não for tratado com os antimicrobianos e antibióticos corretos pode evoluir para morte. O tratamento pode levar meses. Já os animais acometidos e comprovados em testes laboratoriais são sacrificados, medida istituída pela portaria Instrução Normativa nº 6, 16/01/2018.
As suas caraterísticas microbiológicas são tão impressionantes que você irá entender o porque de ela ser tão perigosa. O fato dela infectar com mais facilidade pessoas que tem o sistema imune mais debilitado como quem tem diabetes por exemplo.
Agora sim, vamos as suas características microbiológicas das bactérias do gênero Burkholderia:
Em algumas literaturas, ao decorrer dos tempos essa bactéria já foi denominada: Pseudomonas mallei, Bacillus mallei, Actinobacillus mallei, Acinetobacter mallei, Malleomyces mallei.
Além das legislações e profissionais habilitados, as Agências de Defesa Agropecuária de cada estado devem estar presente durante a coleta do material pra diagnóstico e nas etapas de elaboração de defesa sanitária e protocolos sanitários que envolvem a emergência.
Este conteúdo tem caráter informativo.
Em caso de suspeita de doenças, procure um profissional de saúde ou um médico veterinário.
Leia também no Zoonótico:
Microbiologia Veterinária 3ª edição D.Scott McVey, Melissa Kennedy, M.M. Chengappa
Microbiologia 10ª edição Tortora, Funke, e Case;
Portaria SDA n° 35, de 17/04/2018 - mormo;
MAPA.
Instrução Normativa nº 6, 16/01/2018.
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