A Peste Suína Clássica (PSC), também conhecida como cólera dos porcos, ou Febre dos Suínos é o basicamente o terror das patologias clássicas, podendo ser pensada muitas vezes como aquelas que se coloca em primeiro ou primeiros lugares de uma prateleira quando se fala em doenças dos suínos.
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Pertencentes à família Flaviviridae, do gênero Pestivirus, o vírus RNA altamente contagioso afeta suínos domésticos e javalis, encontra-se presente no território nacional há décadas, causando grandes impactos econômicos e de biossegurança e diante disso o Brasil viu-se a necessidade de criar o Programa Nacional de Sanidade e Controle da doença que está presente desde 1992.
A infecção tem o ponto de início pelas vias vias oronasais por contato direto com secreções corporais afetadas, multiplicando-se nas células epiteliais das tonsilas, e disseminando pelos linfonodos próximos desses locais (mandibular, retrofaríngeo, parotídeo), em seguida cai na corrente sanguínea espalhando-se por todo corpo. Monócitos, Macrofagos e algumas outras células endoteliais também são atingidas.
Quanto aos sinais clínicos alguns deles são:
- Febre de + 41º C;
- Leucopenia grave;
- Deplessão linfóide;
- Imunossupressão;
- Diátese hemorrágica oriundo de:
- Lesão Vascular (petéquias nos rins, baço, bexiga e laringe, além de conjuntivite, hemorragia, eritema, e cianose as vezes visto na necrópsia, ou até mesmo no animal em vida) são os principais sinais clínicos além da febre.
- Úlceras hemorrágicas no cólon e ceco;
- Encefalite não supurada;
- Incoordanação;
- Letargia;
- Convulsão;
- Trombose;
- Necrose das tonsilas;
- Infarto Esplênico ( sendo esses dois últimos característicos em Necrópsia).
- Abortos;
- Doenças neurológicas em leitões como hidrocefalia, degeneração da bainha de mielina, hipoplasia cerebelar, entre ourtos.
O período de incubação é rápido de 2 à 7 dias, e com 10 à 20 o suíno morre (forma aguda e subaguda), já na forma crônica entre 30 à 40 dias o suíno chega a óbito, ou pode se recuperar com lesões inespecíficas.
O Serviço Veterinário Oficial faz um trabalho excepcional junto a diversos profissionais da área para conseguir controlar, erradicar e manter o status sanitário dos animais, que são classificados como ZL (Zonas Livres de Peste Suína clássica) com e sem vacinação que está presente no Programa Integrado de Vigilância e Doença dos Suínos. Vamos falar um pouco sobre esse tema abaixo.
A condição zoossanitária da doença no Brasil, reconhecida pela OMSA, está constituída da seguinte forma (Programa Nacional de Sanidade Suína):
O critério utilizado para a classificação abaixo, foram produção, exportação de suínos e seus produtos.
Três Zonas Livres (ZL) com cerca de 83% do Rebanho Nacional nessa categoria:
- 1º: RS (Rio Grande do Sul); SC (Santa Catarina);
- 2º Zona Livre (ZL): Acre (AC), Bahia (BA), Distrito Federal (DF), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Rio de Janeiro (RJ), Rondônia (RO), São Paulo (SP), Sergipe (SE), Tocantins (TO) e os municípios de Guajará, Boca do Acre, sul do município de Canutama e sudoeste do município de Lábrea, pertencentes ao estado do Amazonas (AM), e Paraná (PR).
- E uma Zona Não Livre (ZNL) que é constituída por: Alagoas (AL), Amapá (AP), Amazonas (AM) (exceto região pertencente à ZL), Ceará (CE), Maranhão (MA), Pará (PA), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rio Grande do Norte (RN) e Roraima (RO).
Diante disso, vemos com outros olhos, o trabalho desenvolvido por toda cadeia de órgãos e profissionais da Saúde Pública, envolvendo toda a população, destacando sua importância no dia-a-dia que muitas vezes são ofuscados, ou disseminados de forma mal embasada, assustando as pessoas, ou muitas vezes nem chegando até as pessoas. Nosso trabalho só reforça e ressalta a importância da Defesa Sanitária Animal, esse é o objetivo do Zoonótico.
Referências
Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos
Ficha Técnica Peste Suína Clássica
IN 50 MAPA 24 de Setembro de 2013
Patologia Veterinária Santos & Alessi 2º edição;
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