Peste Suína Africana (PSA): A Importância da Vigilância Contínua!

 


  A Peste Suína Africana (PSA) parecido com a PSC (Peste Suína Clássica) sendo a forma hemorrágica sua característica, é economicamente importante e sanitariamente também. Sendo considerada enzoótica em muitos países africanos, e exoticamente no Brasil, teve seu surto principal em meados de 1978 no Rio de Janeiro, e a última registrada em Novembro de 1981 no município de Moreno no estado de Pernambuco ( desde 1984 em todo território nacional foi erradicada a doença com ações do SVO (Serviço Veterinário Oficial). 

Aviso Importante

Este conteúdo possui finalidade informativa e educacional. 
Em caso de suspeita de brucelose, procure um médico veterinário e os órgãos oficiais de defesa sanitária.

Muito Importante: 

 Caso você não saiba o que são Zoonoses ou em quantos e como são classificados os  seus tipos, também sobre Defesa Sanitária Animal e Saúde Pública Veterinária, para isso vamos deixar alguns links da nossa página logo para você ficar mais inteirado sobre os assuntos que tratamos aqui. 

Clique aqui para descobrir => Zoonoses by Zoonótico.

Ou para saber sobre Defesa Sanitária Animal clique aqui => Defesa Sanitária Animal by Zoonótico

E para saber Sobre Saúde Pública Veterinária clique aqui => Saúde Pública Veterinária by Zoonótico 

 Dificil de dissernir da PSC, o isolamento viral ou sorologia do vírus que pertence a família Asfaviridae do gênero Asfivirus, que em vez de ser um RNA, é um DNA, é uma das maneiras de identificar o vírus, que acomote tanto suínos domésticos como os selvagens (Javalis Sus Scrofa e Javaporcos). Um detalhe importante é que mesmo sendo um vírus em continente africano onde é oriundo, possui um vetor de transmissão (além da mesma forma de PSC pelas secreções de outros animais contaminados)mo carrapato Ornithodoros moubata. 

Ornithodoros moubata causador da PSA.


 

Como já falado, a febre altíssima, e os mesmos sintomas basicamente acontecem, sendo a Diátese hermorrágica, baço e rins aumentados com aspecto hemorrágico, fluído amarelo e sanguinolento nas cavidades pleurais, pericárdica e peritoneal também são presentes e diferenciais, além de congestão edema e hepatização pulmonar. 

  

A doença tem as fases: aguda, subaguda, e crônica que tem como taxa de mortalidade na casa de 90% em aproximadamente 7 à 10 dias ou em alguns casos pode demorar um pouco mais (cada caso um caso). O vírus tem uma atuação direta e indiretamente nas células envolvidas na homeostase, fazendo com que monócitos e mcrófagos que liberam citocinas de Fator de Necrose Tumoral Alfa (TNFα) e Interleucina-1 Beta (IL1β), quando essas se encontram: vírus e citocinas a briga pode gerar uma apoptose (morte) de linfócitos (células de defesa), enquanto que as células endoteliais dos capilares são atingidos o que causa as hemorragias, necroses, coágulos e define o quadro da doença. 


Em meados de 2018 em algumas partes do continente Europeu e Asiático tem ocorrido a disseminação de casos de PSA, e diante disso o MAPA, junto aos outros órgãos de Defesa Sanitária Animal com serviço de SVO (Serviço Veterinário Oficial) com participação mesclada do setor público e privado tem lutado para impedir a chegada da doença em território nacional novamente através do " Plano de Ação para Prevenção da PSA – versão 2.0 de fevereiro de 2020” (SEI 21000022137/2020-47) que tem como objetivos: elencar, organizar e orientar as ações prioritárias, definir responsabilidades, identificar os principais obstáculos e os recursos necessários para fortalecer a prevenção e a vigilância da doença para manutenção da condição sanitária do Brasil como país livre de PSA.


Por isso a importância de manter a Vigilância Ativa para manutenção do Status Sanitário! 


Referências: 

Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos

Ficha Técnica Peste Suína Africana (PSA)

IN 50 MAPA 24 de Setembro de 2013

Santos & Alessi Patologia Animal 2ª Edição. 


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